armadura medieval

Da Infância, na Bahia, até São Paulo

Quando criança, Silvio dividia suas horas de lazer entre desenhos da natureza e seriados de ficção científica na TV.
Na adolescência, desenvolveu grande interesse por simulação científica com foco na representação estética do conhecimento. Nessa etapa, tornou-se freqüentador assíduo de feiras de ciência em escolas.
Já no auge da juventude, ao estudar em colégio diocesano, envolveu-se com montagem de teatro sacro. Mas foram as inúmeras visitas a museus que exerceram maior influência no artista a ponto de fazê-lo optar pelo curso de museografia no vestibular da Universidade de São Paulo (USP). Arqueologia e História Natural eram as outras opções. Não conseguiu ingressar em nenhum deles.
Então, com os ânimos arrefecidos, viu-se obrigado a enfrentar a realidade, rendendo-se ao trabalho em um banco. Decidiu investir o que sobrava do salário em um cursinho preparatório e, posteriormente, na Escola de Belas Artes de São Paulo, onde, hoje, fica o prédio da Pinacoteca do Estado.
Havia dinheiro para pagar o aluguel do apartamento – que dividia com mais duas pessoas, praticamente desconhecidas – e a mensalidade da faculdade.

Porém, o curso exigia uma série de materiais cujo valor ultrapassava seu limite financeiro. Some-se a isso o fato de a faculdade ter mudado de endereço, já que o glamour da arquitetura, projetada pelo escritório de Ramos de Azevedo, em 1897, era o que mais o fascinava.
Acabou tendo que abandonar a empreitada acadêmica e partir para uma formação inteiramente autodidata.
Sob a influência dos novos tempos, em que a indústria cinematográfica aperfeiçoava constantemente a arte visual, Silvio embarcou no mundo da ficção científica, completamente apaixonado pelo setor de efeitos especiais.
Em meio ao turbilhão dos anos 1980, em que tanto a Aids quanto a cultura pop ensaiavam os primeiros acordes de uma complexa sinfonia, o artista imergiu no submundo paulistano, criando cenários para boates, figurinos para shows e tudo o que dele requeressem nas casas de espetáculo. O ano era 1987.
O pano de fundo desse movimento tinha sido esboçado em 1985, ano da primeira edição do Rock’n Rio. O festival trouxe bandas como Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, Blitz, Kid Abelha e outras, além das internacionais B-52’s, Queen, Nina Hagen, Go Go’s...